
“Socorro, fui roubada. Prendam-no! Era isso o que eu tinha vontade de gritar toda a vez que eu o via. Roubou meu coração num ato de covardia, e foi embora sem nem ao menos me devolvê-lo. Tu deves pensar que está sendo fácil para mim viver sem tê-lo, sem ter tua proteção, teus fagos e os sentimentos bons que outrora me trouxestes, mas não está. Tínhamos tudo para sermos um casal perfeito, mas o essencial não tínhamos. Entre nós dois não havia amor suficiente, pelo menos não da tua parte. Eu o amava mais do que mim mesma, mas não daria certo se eu fosse a única a querer que tudo desse certo. Pensei que só o meu amor seria o bastante, mas não há maneiras de continuar uma relação com apenas uma pessoa amando; uma relação não pode ser induzida pela barriga da forma como tu fizestes. E eu já estava cansada. Cansada de amar por dois, de ter aberto mão de tudo o que criei para tentar viver uma vida feliz ao teu lado. E você partiu sem se despedir, levando consigo todas as esperanças, expectativas que eu havia construído, sonhos e promessas. Prendam-no. Andem, prendam-no. Latrocínio é crime, não é moço? Prendam-no moço, ele roubou meu coração e depois me matou.” (Eduardo Pellucci - unbroke-n)
![adatainesquecivel:
Ela girou para ele, esperando, querendo, sentindo um desânimo do lado de dentro quando constatou que a resposta seria a mesma de antes, a mesma de todos os dias: “Eu também”. Será que aquele garoto não sabia, sinceramente, será que ele não sabia que “Eu também”, nunca substituiu — nem substituirá — “Eu te amo”? Na primeira vez fora aceitável, na segunda ela chegou a estranhar, a partir da terceira isso começou a doer. Sempre fora tão sincera naquilo que o dizia, retirando as palavras lá do fundo de seu peito, dando-o apenas sentimentos, dando-o apenas a sinceridade enquanto ele não conseguia responder a simples pergunta “Você me ama?”. Talvez, ele nem chegasse a amar, e ela coitada não conseguia entender porque aquilo tudo ainda se mantinha. Aos trancos e barrancos, viviam uma relação cheia de palavras frias e momentos mortos… Não existia intensidade ou cumplicidade, ele mal conhecia os gostos dela; ela mal sabia de seus sonhos. Cada um vivia sua fantasia. Era triste, pois ela o amava realmente, amava francamente, mas ele não era capaz de retribuir, ou até mesmo de aceitar que a amava. Mantinham-se juntos, porém com os corações se afastando cada vez mais. Contidos, frios, quiçá reprimindo um amor. Quiçá. […] Perpetuaram no vai e vem dos medos. Pudera eles se dizer corajosos o bastante para guiar esse amor por uma vida contida em monotonia de sentimentos, ou talvez a falta deles, a hipótese de um amor vago e passageiro era boa o bastante para não ser capaz de aquecer a frieza dos corações daqueles jovens, era de se admirar as inúmeras tentativas daquela moça, e de se não entender tamanho receio de tal rapaz. Mas ainda sim o amor sorria para eles, estava presente como uma dádiva recebida dos céus, pensara que eles eram apenas novos demais para entender a esse grande amor, a receber esse fantástico presente, ou talvez não tão fantástico assim. Momentâneo, não seria o termo mais adequado a ser dado aquele sentimento, afinal hoje é apenas mais um dia ainda restara expectativas de um romance que aquecesse a frieza, inibisse os medos, ainda restara um dia após o outro. Cansados dos dias rotineiros e sem graça, cansados das palavras repetidas, mesmas melodias, cansados de esperar. Ele ainda a amava no silêncio no silêncio das palavras desgastadas nas palavras gravadas no instinto de dizer o mesmo roteiro do capítulo interior, ela ainda queria gritar ao mundo todo amor por teu amado. Eram apenas mais um casal unido pela fantasia de acreditar no amanhã, crer em uma espécie de milagre, mas não acreditavam em si mesmos. Ela disse desistir, se queixou com o mundo, se perguntou se havia erros, simplesmente não havia esperança, mas antes de partir mais uma vez soou de tua voz “Você me ama?” – teus olhos fixavam em teu amado, teus olhos banhados pelas lágrimas do adeus – ele presenciava o que presava para não acontecer, ele a amava, mas não aviam palavras, preferiu ele substituir as palavras por um ato, selaram aquele amor em um beijo, beijo calmo e quente como dos amantes da paixão, dois eternos apaixonados.](http://24.media.tumblr.com/tumblr_lyubgj7lgP1r0x0cpo1_500.jpg)
Ela girou para ele, esperando, querendo, sentindo um desânimo do lado de dentro quando constatou que a resposta seria a mesma de antes, a mesma de todos os dias: “Eu também”. Será que aquele garoto não sabia, sinceramente, será que ele não sabia que “Eu também”, nunca substituiu — nem substituirá — “Eu te amo”? Na primeira vez fora aceitável, na segunda ela chegou a estranhar, a partir da terceira isso começou a doer. Sempre fora tão sincera naquilo que o dizia, retirando as palavras lá do fundo de seu peito, dando-o apenas sentimentos, dando-o apenas a sinceridade enquanto ele não conseguia responder a simples pergunta “Você me ama?”. Talvez, ele nem chegasse a amar, e ela coitada não conseguia entender porque aquilo tudo ainda se mantinha. Aos trancos e barrancos, viviam uma relação cheia de palavras frias e momentos mortos… Não existia intensidade ou cumplicidade, ele mal conhecia os gostos dela; ela mal sabia de seus sonhos. Cada um vivia sua fantasia. Era triste, pois ela o amava realmente, amava francamente, mas ele não era capaz de retribuir, ou até mesmo de aceitar que a amava. Mantinham-se juntos, porém com os corações se afastando cada vez mais. Contidos, frios, quiçá reprimindo um amor. Quiçá. […] Perpetuaram no vai e vem dos medos. Pudera eles se dizer corajosos o bastante para guiar esse amor por uma vida contida em monotonia de sentimentos, ou talvez a falta deles, a hipótese de um amor vago e passageiro era boa o bastante para não ser capaz de aquecer a frieza dos corações daqueles jovens, era de se admirar as inúmeras tentativas daquela moça, e de se não entender tamanho receio de tal rapaz. Mas ainda sim o amor sorria para eles, estava presente como uma dádiva recebida dos céus, pensara que eles eram apenas novos demais para entender a esse grande amor, a receber esse fantástico presente, ou talvez não tão fantástico assim. Momentâneo, não seria o termo mais adequado a ser dado aquele sentimento, afinal hoje é apenas mais um dia ainda restara expectativas de um romance que aquecesse a frieza, inibisse os medos, ainda restara um dia após o outro. Cansados dos dias rotineiros e sem graça, cansados das palavras repetidas, mesmas melodias, cansados de esperar. Ele ainda a amava no silêncio no silêncio das palavras desgastadas nas palavras gravadas no instinto de dizer o mesmo roteiro do capítulo interior, ela ainda queria gritar ao mundo todo amor por teu amado. Eram apenas mais um casal unido pela fantasia de acreditar no amanhã, crer em uma espécie de milagre, mas não acreditavam em si mesmos. Ela disse desistir, se queixou com o mundo, se perguntou se havia erros, simplesmente não havia esperança, mas antes de partir mais uma vez soou de tua voz “Você me ama?” – teus olhos fixavam em teu amado, teus olhos banhados pelas lágrimas do adeus – ele presenciava o que presava para não acontecer, ele a amava, mas não aviam palavras, preferiu ele substituir as palavras por um ato, selaram aquele amor em um beijo, beijo calmo e quente como dos amantes da paixão, dois eternos apaixonados.

Não posso te prometer que será para sempre, mas prometo que será inesquecível enquanto durar. (onlyasolitary)

Já percebeu que a medida que o tempo passa, tudo fica mais profundo, mais intenso e mais difícil de ser esquecido? (onlyasolitary)

Me ame apenas enquanto eu estiver aqui, por que depois que eu for, ai já nao adianta mais. (onlyasolitary)

Sinto saudade de quando as minhas dores eram curadas com simples curativos. Mas essa dor que vem de dentro não há remédio que resolva. (onlyasolitary)
